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Programação

http://cinziamazzamakeup.com/?x=informazioni-vardenafil O Festival Yawa já está em sua XVIII edição. Cada ano, um aprendizado e cada vez mais amadurecendo os pensamentos, junto com nossas alianças formadas ao redor do mundo.

best price for propecia online Durante a organização pré-evento, nos reunimos na aldeia em rodas de conversas a respeito da produção de nossa Festividade, para oferecer o melhor para nossos amigos, irmãos, txais e todos que em nossa casa chegam.

http://cinziamazzamakeup.com/?x=viagra-generico-50-mg-spedizione-veloce-a-Torino O melhor? Sim.

enter Da nossa forma mais humilde sempre tentamos agradar ao máximo a todos, desde a comida até nossas formas de hospedagens.

http://maientertainmentlaw.com/?search=lasix-cause-metabolic-alkalosis Mais aí vai chegar alguém e me dizer:
– Mas, isso não é o que os índios fazem mesmo nas aldeias?!

source link Bom. Primeiro. Nem todas as culturas indígenas são iguais. Algumas tem suas similaridades, principalmente quando se trata dos povos que tem o mesmo tronco linguístico, como é o caso aqui de nosso estado ( Acre ) que a maioria pertence ao mesmo tronco. Mas, também existem suas especificidades, além de realidades bem distintas.

see Nossa situação, especificamente, fazer essa celebração naquele momento, era um desafio. Por quê? Pois durante muitos anos o Povo Yawanawa foi oprimido por patrões seringalistas que habitaram as margens do nosso Rio Gregório e instalaram seus Barracões, fizeram nosso povo trabalhar como escravos.

go to link – Nossa, não teria como ficar pior!
-Tinha.
-E ficou.

click Pois também chegaram os Missionários Evangélicos. Esses sim mudaram nossa história literalmente, ou melhor, TENTARAM mudar.

get link Estes chegaram impondo a sua doutrina sobre a nossa cultura. Éramos obrigados a frequentar a “igreja” que eles construíram no meio da aldeia, para em troca receber remédios e alguns tipos de ferramentas e mantimentos, que eles nos acostumaram a ter. Éramos proibidos de falar nossa língua materna ( como diziam os seringueiros, CORTAR GÍRIA. – Olha os “Caboco” cortando gíria.) Éramos proibidos de usar nossas próprias medicinas sagradas, pois elas “não eram de Deus”, tínhamos que aprender a ler a Bíblia, se não, íamos para o “inferno”.

http://buy-generic-clomid.com/clomid_and_ovulation.html Este foi o primeiro contato com o homem-branco.
Fomos enganados por muitos anos, eles até aprenderam a falar a nossa língua e assim ficou ainda mais fácil para eles(os missionários), conseguir o que queriam. Transformaram nossos Pajés e sábios em “pastores” e nossa cultura e tradição foram substituídos pela Bíblia.

– Estão vendo?! É facil dizer que índio tem vida boa! Que índio tem muita terra! Que índio é privilegiado e que índio é isso ou que índio é aquilo!
– Eu falo sério! Existem muitas pessoas que pensam assim sobre nós ainda. Ou são LEIGOS ou se fazem de DESENTENDIDOS.

Então, para aquele momento em 2001, em pleno século 21, nossa família fez este retrocesso histórico e nos encorajamos ainda mais, para “resgatar”, “reavivar” a nossa identidade. Não que antes não houvesse essas práticas. Havia sim, mas, com pouca intensidade. Para que isso acontecesse, tinha de ser feito algo para mudar tudo aquilo, que era retirar os Missionários de nossas terras.

– Mais como tira-los?! Se eles já falavam nossa língua, “ajudava” nosso povo, com remédios, trouxeram a escola e etc.

Um jovem se questionava sobre como a nossa vida mudou drasticamente. E sentia que tudo aquilo não estava correto.

Esse jovem daquela época é hoje o nosso atual cacique, Biraci Brasil Nixiwaka, que é o homenageado deste ano no Festival Yawa. No auge de seus 52 anos de idade teve e tem até hoje o seu papel fundamental na revitalização da história do Povo Yawanawa. Também teve sua participação na fundação do movimento Indígena Acreano e no cenário nacional.

Sempre sob o ensinamento de seus mestres, nossos Pajés e Sábios anciãos, que os mesmos em outrora, se desesperaram e foram contra ele no seu ideal de expulsar os Missionários. Pois, achavam que iriam morrer a míngua. Uns já se foram para o plano espiritual e outros ainda estão em matéria aqui com a gente e se referem a ele hoje com muito orgulho e respeito.

– Olha só quem fala, é o filho dele.
(Risadas)

– Não sou apenas seu filho, pois, ele também é meu amigo, meu conselheiro, professor, inspiração e acima de tudo é meu CACIQUE!

Quem o conhece sabe da grandeza de homem que estou falando.E começando a conversar com ele sobre os preparativos do Festival Yawa, que alguns anos consecutivos vem sendo produzido sob a minha coordenação, com a orientação dele e de nossa comunidade, e é claro, com toda nossa equipe que é formada dentro e fora da aldeia.

Eu perguntei a sua opinião, o que ele estava pensando por estarmos realizando a 15° edição do Festival Yawa. (Haha)

Eu já sabia que a resposta que viria seria bem complexa, mas, era exatamente o que eu esperava.

Assim ele me disse:

– Primeiro meu filho. Acho que esta homenagem a minha pessoa não é necessária.

– Mais pai, a nossa família fazendo essa retrospectiva a respeito do Festival, chegou a esse consenso que o senhor é sim digno e merecedor de receber esta homenagem. ( Ele sorriu)

– Certo. Segundo. Para mim meu filho, o simbolismo do renascer, do despertar mesmo de nossa cultura novamente, não surgiu em 2001, mas, em 1992. Quando eu juntamente com nossa família fundamos Aldeia Nova Esperança, antes disso quase todos ainda morava na então aldeia Kaxinawa, onde começou a história do contato com os homens brancos ( seringueiros e missionários), conseguimos expulsá-los, mas, deixaram suas cicatrizes. Sentimos a necessidade de abrir um outro local para vivermos e recomeçar uma nova história, sempre conversando com seus tios, seus primos e seus avós sobre a nossa história de verdade antes dos missionários e dos outros brancos. E aos poucos essas memórias foram sendo trazidas para a matéria. Eu sei que eu não sou o único responsável, mais tenho a consciência do quanto tenho me dedicado para manter a história do nosso povo viva e principalmente o lado de nossa espiritualidade. Em 2001, teve esse episódio, que foi um grande incentivo para que continuássemos lutando e nos fortalecendo cada vez mais. E cada ano que passava, íamos trazendo cada vez mais as memórias de nossos velhos, através de cantos, brincadeiras, artesanatos e as histórias tradicionais de nosso Povo. Até chegar o ano de 2007, nesse ano nosso povo passou por um momento muito delicado e nos dividimos politicamente, mas, continuamos os nossos trabalhos. Outras lideranças disseram que não queriam mais fazer o Festival Yawa e eu estava quase decidido a não fazê-lo também. Mas, depois parei, refleti. E analisando toda a situação, cheguei à conclusão de que não poderia parar, pois era da história de nosso povo que se tratava, a história de meus antepassados, dos meus avós, dos meus pais. E vai ser continuação de vocês também, da sua geração e depois de seus filhos, e assim será para sempre, como foi até hoje. E também tive incentivo de figuras importantes da política de nosso estado daquela época. E assim, o Festival Yawa continuou sua trajetória e sinto-me muito feliz. Pois o Festival quebrou muitos tabus, incentivou outros povos a também celebrarem as suas histórias e culturas através de Festivais e até mesmo outras aldeias Yawanawa a fazerem essa mesma celebração em outras épocas do ano. Isso me deixa muito feliz!

Acho que com essas palavras de nosso Cacique, é possível entender um pouco da história do Festival.


Brincadeira do Peixe-Boi e mais histórias do
Povo Yawanawá no FESTIVAL YAWA 2013

-Mais Biraci Jr estão falando que o Festival Yawa está muito turístico. O que você diz disso hoje?!

-Bem. O Festival Yawa convida seus participantes a celebrarem durante 5 dias e 5 noites a cultura Yawanawa. Cantar, dançar, brincar, tomar banho de rio e igarapés, se pintar, fazer trilhas ecológicas e uma infinidade de coisas que faz parte do cotidiano da nossa aldeia. Somente pessoas que prezam por isso chegam até a nossa casa, pessoas que respeitam os costumes e tradições dos povos originários e não apenas curiosos que querem vir fotografar índios. Até mesmo porque, existe toda uma seleção por parte de nossa equipe de quem vem até nossas aldeias e é tudo muito organizado. Os participantes passam por entrevistas, assinam Termos de Responsabilidade, Termos de Compromisso e outras documentações necessárias. Conseguimos ter o controle da melhor forma possível, sempre contamos com o apoio do Estado, de entidades como a FUNAI, dentre outros. Se recebemos pessoas de fora, passa a ser chamado de turismo, pois é assim que funciona. Mas, somos pioneiros, e estamos trabalhando há 14 anos dessa forma é nunca tivemos problemas e a tendência é cada vez mais melhorar. Todos estes Festivais indígenas que acontecem, precisam das pessoas que vêm de fora para ajudar a fazer o evento, com seus apoios e contribuições. É também uma forma de gerar recurso e sustentabilidade para as comunidades. E cada vez mais nos INCENTIVANDO a continuar o nosso fortalecimento da CULTURA e TRADIÇÕES! O que fazemos durante o Festival Yawa não é encenação e sim o compartilhar de quem realmente SOMOS!

E com tudo isso continuamos lá, cantando, comendo, dançando, usando nossos medicinas e valorizando principalmente a nossa ESPIRITUALIDADE.

Curando a quem precisa e também sendo curado. Ensinando, mas também aprendendo.
Já recebemos outros Povos indígenas tanto do nosso Estado quanto principalmente das Américas, que vem desde o Canadá até o Chile, pessoas da Europa, Ásia, Oriente e outros continentes.

– E mudamos por causa disso?!

– Sim mudamos. Nos fortalecendo ainda mais para continuar nossa luta, e assim será até quando o Criador nos permitir. Não somente o Festival Yawa, mas, também todas as celebrações indígenas do nosso estado, do Brasil e do Mundo.

Os povos originários ainda vivem, existem e continuaram até a última batida de nossos corações!

Bem-vindos ao Festival Yawa! Haux haux
farmacia online viagra generico a Genova Att Biraci Jr. Yawanawá Isku Kua
Coordenador-Geral

INSCRIÇÕES

Participe do Festival Yawa 2019